quinta-feira, 20 de julho de 2017

Felicidade pura é...

... quando a tua filha de 14 anos partilha isto no twitter:


Sem vergonhas, só orgulho puro!

terça-feira, 18 de julho de 2017

A felicidade é o caminho, não o destino

Houve uma altura em que esta música fez todo o sentido do mundo para mim porque tinha de encontrar alegria durante o caminho e não só na chegada.

Hoje volta a fazer, porque há-de sempre haver novos obstáculos, mas eu hei-de sempre ultrapassá-los.


I can almost see it
That dream I'm dreaming, but
There's a voice inside my head saying
You'll never reach it
Every step I'm taking
Every move I make, feels
Lost, with no direction
My faith is shaking
But I, I gotta keep trying
Gotta keep my head held high
There's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting
On the other side
It's the climb
The struggles I'm facing
The chances I'm taking
Sometimes might knock me down, but
No I'm not breaking
I may not know it
But these are the moments that
I'm gonna remember most, yeah
Just gotta keep going
And I, I gotta be strong
Just keep pushing on
'Cause, there's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb
'Cause, there's always gonna be another mountain
I'm always gonna wanna make it move
Always gonna be an uphill battle
Sometimes I'm gonna have to lose
Ain't about how fast I get there
Ain't about what's waiting on the other side
It's the climb
Keep on moving, keep climbing
Keep the faith, baby
It's all about
It's all about the climb
Keep the faith
Keep your faith

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Fui ao médico


Mais propriamente a um endocrinologista.

Já andava a pensar em consultar um especialista há algum tempo e quanto mais leio este livro, mais certo me parece pelo menos despistar algum tipo de problemas.

Na realidade, e apesar de todos os meus esforços, de há 4 anos para cá já voltei a recuperar 9 dos 27kg que perdi na minha jornada.

E se houve uma altura em que percebia o porquê, e tinha consciência dos meus deslizes, neste momento, com o tipo de vida que tenho feito, não consigo perceber onde estou a errar ou como posso melhorar.

A juntar a isso, tenho me sentido sem energia absolutamente nenhuma. Não é propriamente cansaço, eu durmo cerca de 7-8 horas por dia... é mesmo falta de energia.

Vai daí, o primeiro passo está dado.

Na opinião da nutricionista, este aumento de peso não está ligado à idade, ainda é muito cedo para isso. Próximo passo é fazer uma série de exames essencialmente à tiroide, diabetes e outras coisitas.

Despistando esse tipo de problemas, partimos para outro lado. Vamos ver...

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Frases soltas...

... vindas de uma adolescente e que me aquecem o coração



Eu por acaso tenho sorte em ter uns pais como vocês!
*dá-me um abraço em pleno shopping*

Desculpem, eu ando a pedir-vos tantas coisas ultimamente...
*ela pede coisas pequenas tipo piercing e bonés que mando vir do e-bay por 2€ cada (abençoado site), ou não se importa quando lhe apresento alternativas, tipo pediu uma sweat duns youtubers que vou mandar fazer por menos de metade do preço original e umas Adidas que compramos as duas para usar a meias*

Anda lá, eu vou contigo ao cinema ver o Grou 3...
*eu é que queria ver :)*

Pensei que nesta altura eu já estivesse farta de revirares de olhos e de silêncios longos e constrangedores, mas não. Há dias em que ela quer estar mais quieta e calada e eu respeito isso. E depois há dias em que quer sair para passear connosco, quer ir à piscina, à praia e fala, fala... Há dias em que quer estar deitada na cama dela sozinha e há dias em que quer estar no sofá aninhada no meu peito...

Cada vez gosto mais dela, da mulher em que ela se está a tornar e que eu orgulhosamente ajudei a formar.

Acredito que todas as fases têm as suas coisas boas. Todas! Temos é de saber vê-las e respeitar o ritmo delas.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Odeio tanto o calor... mas tanto, tanto!!


Uma pessoa não dorme porque está abafado. Aquela pontinha fresquinha do lençol é inexistente, toda a cama é um emaranhado de roupa revirada por uma pessoa se virar de lado, para cima, para baixo na tentativa vã de arranjar uma posição menos desagradável...

Da janela que se mantém aberta mesmo durante a noite para tentar refrescar o ar abafado do quarto, além de mosquitos entra também o ladrar dos cães que se atacam na rua durante a noite. São uns 7 ou 8, andam em grupo e desafiam-se de vez em quando em latidos irritantes e sofridos. Esta noite, além da sinfonia dos cães, tivemos a honra de miados agudos de 2 ou 3 gatos vadios para ajudar à festa.

E de manhãzinha, com o raiar do sol, mesmo quando a bicharada acalmou, talvez cansados da folia, foi a vez das gaivotas entrarem ao serviço com os seus guinchos estridentes...

Por isto tudo, eu odeio o calor!! Odeio ver 29º às 9 da manhã e 31º às 10 da noite. Odeio tanto!

Hoje vou andar a arrastar-me e a lutar para manter os olhos abertos o dia inteirinho e provavelmente irritada... e não gosto disso.

A única coisa para alegrar este dia irritante é este lanchinho de iogurte, fruta, amêndoas e granola caseira de aveia que vai estar fresquinho, fresquinho... quem sabe consegue alegrar-me mais logo.

domingo, 2 de julho de 2017

Enquanto o diabo esfrega um olho...

... chegamos a meio do ano... A sério?! Ainda ontem era Natal!

Julho é provavelmente o mês do ano que eu menos gosto. Não tem feriados, vai toda a gente de férias menos eu o que significa mais trabalho acumulado para mim além da inveja do descanso dos outros. Está normalmente um calor infernal e eu fechada no escritório e a minha casa a fazer de sauna. Não gosto. Pronto!

 Adiante...

Lembram-se do meu desafio do "Sem desculpas" para o mês de junho?

É com muito orgulho que digo que consegui cumprir todos os dias! Dei por mim a planear mentalmente o que poderia fazer e quando e todos os dias cumpri os 15 minutinhos nem que fossem 11 da noite. Baldar é que não!

O peso manteve-se (a parvalhona da balança não gosta de mim nem um bocadinho... deve ser porque eu a faço morar debaixo do móvel da casa de banho...), mas a minha consciência está limpinha.

A sensação é maravilhosa! Tão boa, que quero mantê-la no mês de julho.

O plano é basicamente o mesmo:
- 20 minutos de exercício diário (+ 5 minutos... baby steps)
- 1,5l de água
- alimentação equilibrada
- cremes no corpo diários

Provavelmente não dará para perder peso à maluca, mas neste momento quero muito focar-me em manter a minha consciência tranquila e mexer-me um bocadinho mais do que dantes, sem ceder à inércia. Eu tenho tempo... muito tempo...

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Desta coisa das dietas



Houve um dia em que eu acordei e tinha 98,5Kg. Acordei para a realidade, bem entendido...

Eu sempre tive excesso de peso, nunca liguei ao facto das pessoas dizerem que eu estava gorda, não era nada com elas e eu não me importava. Alimentava-me muito mal, o exercício era zero. A balança era bicho hibernante na minha casa e eu nem sequer chegava perto dela. Afinal, o que eu não sabia não me podia magoar, certo?... Errado! ...

Sábado, 11 de outubro de 2003 – 15:00
Era uma tarde ensolarada, eu estava em casa dos meus pais, a menina estava a dormir a sesta e eu, para não variar, estava desconsolada. Fui ao frigorífico, peguei num chocolate, parei 2 segundos e voltei a pô-lo no sítio. “Não. Hoje não!”

Este foi o primeiro passo da minha reeducação alimentar. Foi o meu click. Foi um momento marcante da minha vida. Tão marcante, que passados quase 14 anos me lembro nitidamente dele, incluindo o que senti na altura.

A minha filha tinha 12 meses, começava a comer tudo o que nós comíamos e tudo o que eu mais queria era ser um bom exemplo para ela. Estava quase, quase a andar e eu queria muito brincar livremente com ela, mas já me sentia limitada em algumas brincadeiras e não era isso que queria para nós.

E foi por essa razão que o meu estilo de vida mudou.

Se foi fácil? Claro que não!!!

Houve inúmeras vezes em que me apeteceu desistir de tudo e enfardar à grande.
Houve inúmeras vezes em que caí, inúmeras vezes que me deixei ficar alguns dias no chão… mas de todas as vezes que caí, houve sempre uma a mais em que me levantei.

No início perdi peso facilmente só pela alteração da alimentação porque além de ter 28 anos, eu antes comia mesmo muito mal. De vez em quando vinha o plateau e eu tinha de fazer alguma modificação para dar um abanão à coisa.

Numa dessas vezes resolvi consultar uma nutricionista no meu centro de saúde. Na altura já eu estava a fazer uma alimentação saudável pelo que ela me deu 2 valiosíssimos conselhos: em vez de pôr dois adoçantes no café com leite de manhã ponha só um e quando vier à próxima consulta pese-se em casa e diga-me, porque esta balança pode não ser a mesma… Nunca mais lá pus os pés e continuei na minha saga com as ideias recolhidas aqui e acolá!

Até ao dia em que farta de um plateau extenso, resolvi ir ao Póvoas. Perdi mais de 10Kg num ápice. A dieta é igual a milhares de outras, mas os medicamentos realmente fazem milagres… até ao dia em que temos de os deixar. Apesar de ter começado a fazer o desmame muito lentamente, o peso subia e eu ficava cada vez mais paranoica e andava absolutamente insuportável. Desisti de um dia para o outro para preservar a relação com a minha filha e o meu marido que estava a ficar seriamente afetada pela minha obsessão.

Acalmei e retomei o estilo de vida saudável que queria para mim e para a minha família. Deixei de me focar no peso, passei a focar-me em manter a minha cabeça limpa de culpas  ao adotar um estilo de vida saudável e consegui alcançar a paz interior, passei a sentir-me bem comigo própria e a aceitar-me.

Sempre li muito sobre alimentação e estilo de vida saudáveis. Neste aspeto sempre fui muito auto-didata e quero sempre saber mais e mais. Quanto mais informada estiver, mais escolhas certas consigo fazer.

Nunca fui de dietas malucas. Nunca fiz a dieta da sopa, nem do abacaxi, nem a da lua ou a dos signos. Não quero perder 5Kg em 5 semanas, nem baixar 3 tamanhos de roupa num mês. Não quero fazer dietas líquidas, sem hidratos de carbono ou sem glúten, nem beber chás disto ou daquilo.

Quero sim, manter-me controlada. Eu não faço dieta! Eu nunca fiz dieta! Eu pratico um estilo de vida saudável. Eu como uma grande fatia de bolo hoje, mas compenso com uma sopa e uma salada amanhã. Eu quero um estilo de vida que me permita comer um gelado ou uma pizza de vez em quando sem culpas nenhumas, não quero andar toda a vida e mais seis meses a comer cozidos e grelhados, desculpem lá, mas isso ninguém aguenta!
 
Eu não preciso que um nutricionista me dê um papel pré-impresso com o que devo ou não comer, com o tipo de refeições que devo fazer. Eu já sei isso tudo aos anos!

Eu quero é ferramentas com que trabalhar. Eu preciso de compreender o que anda a travar o meu organismo de momento e tendo essa resposta, eu viro o mundo para encontrar a solução. Eu arregaço as mangas e vou à luta, não há nada que possa contribuir para melhorar a minha saúde que me assuste.

Não quero facilitismos, quero perceber-me e quero trabalhar-me continuamente porque no dia 11 de outubro de 2003 eu fechei definitivamente uma porta para abrir outra e garantidamente não vou voltar atrás.

Obrigada a quem leu este enorme testamento até ao fim. Desculpem lá, mas às vezes estes pensamentos andam aos encontrões na minha cabeça e tenho mesmo que os mandar cá para fora. É esta a razão por que este blog é uma das minhas grandes paixões. Expurga os meus sentimentos.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Da put@ da idade



Tenho 41 anos.

Considero que nunca me alimentei de forma tãosaudável como agora...

Tenho-me mexido alguma coisita... pouco, mas diariamente.

Tenho hidratado convenientemente o meu corpo.

No entanto, os resultados que vejo são negativos. E cada vez mais.

Deixei de compreender o meu corpo. Ele já não responde aos estímulos que lhe dou.

Deve ser a chamada "Put@ da Idade"

Mas baixo os braços?... Lógico que não! Essa não sou eu, porra!

Informo-me e tento dar-lhe a volta. De braços cruzados é que não fico.

Não vou falar de números, que não vale a pena, mas ultrapassei uma barreira que não queria nem por nada, e não vou descansar enquanto não alçar a perna de volta ao outro lado.

Espero sinceramente que este livro me dê umas luzes sobre o que se está a passar com o meu corpo e como domar as alterações hormonais e metabólicas que estão a atacar-me de momento.

terça-feira, 20 de junho de 2017

"És um vidrinho de cheiro!"


Se há coisa que eu odeio e que me odeia é o ar condicionado...

Um bocadinho de ar condicionado no frio é o suficiente para me fazer doer a garganta, ou pior, desencadear crises de sinusite.

Claro que é agradável de sentir na pele, principalmente com este calor insuportável, mas umas horitas foi o suficiente para eu já estar aqui à rasca com o nariz congestionado, ouvido tapado, dores de cabeça fortes e litradas de soro fisiológico narinas adentro.

O que me vale é que amanhã já volta o tempo mais ameno, a minha casa precisa urgentemente de arrefecer. Estamos a dormir em quartos com 28ºC! Ninguém merece!

Eu dou-me mesmo muito mal com o calor. Tudo o que vá acima dos 25º, para mim já é demais. Sou uma pessoa do outono, o que querem?!

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Do "não é para a tua idade" - parte II


Hoje eram 8:01 e já eu estava em frente ao computador, e-mail com o código especial de acesso a postos, site da Ticketmaster a fazer o refresh de 5 em 5 segundos, cartão de crédito ao lado...

Para quê?...

Para comprar bilhetes para ver este rapazinho fabuloso. A minha adolescente preferida vai acompanhar-me a Madrid para vermos e ouvirmos ao vivo este moço cheio de talento.

Comprar bilhetes dos bons para uma qualquer coisa que queremos mesmo muito é um stress do catano!!!

- A venda começa às 8:00...
- 8:01 e o site ainda não os tem disponíveis...
* refresh... refresh... *
- Pera lá... já entrou!
- Lugares, lugares, lugares...
- Seja o que Deus quiser! Qualquer um serve!!
* E o cronómetro a rodar, temos somente 10 minutos para finalizar a compra *
* o stress... *
- Já está, falta só o cartão de crédito
- "O seu cartão visa não tem uma m&rda qualquer ativada. Utilize outro"
- Aaaahhhhhh!!!!!
- Liga o pai, liga ao pai! Pede-lhe o nº do cartão de crédito dele!
- JÁ VOU! QUE NERVOS!!!
* E o estupor do cronómetro sempre a rodar *
...
- "A sua compra foi bem sucedida"
- E-mail recebido com os bilhetes
* Tsssssssssss *

Que stress, senhores!! Stress bom!

E vamos passar a Páscoa a Madrid no próximo ano :)

Já só penso nisto...


E nisto...

domingo, 11 de junho de 2017

É, houve uma coisa que eu fiz bem


Ela *do nada abraça-me *: Eu gosto muito de ti!!
Eu: Eu sei, meu amor, eu também!
Ela: Gostas muito de ti?
Eu: Sim, mas gosto mais de ti...
Ela: Não devias...
Eu *risos*: Eu sei, mas quando fores mãe vais perceber.
Ela: Talvez, mas devias gostar de ti pelo menos tanto quanto gostas de mim!
Eu: Ok, eu vou tentar :)

Adoro a auto-estima desta miúda, sempre lá nas núvens...

sábado, 10 de junho de 2017

Pesei-me...


... e a parvalhona foi má para mim.

Anda uma pessoa a esforçar-se para cumprir o exercício diário (ontem eram 11 da noite, mas não me baldei), bebe 1,5l de água religiosamente, tem uma alimentação (relativamente) equilibrada e mesmo assim aumenta?!?!

Pára tudo!

É aqui! É agora que ou se escolhe um caminho ou o outro!

1) Ou relevo e continuo, o que importa é que a minha consciência está tranquila!...

2) Ou encolho os ombros e desisto, afinal não vale a pena esforçar-me que a recompensa é a mesma...

Tantas vezes segui o segundo caminho... quantas de nós!...

Mas eu aprendi a valorizar-me e portanto, agora, sigo o primeiro...

Consciência tranquila... siga... a parvalhona quando me quiser recompensar sabe onde me encontrar.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Do "sem desculpas"


Propus-me a este pequeno auto desafio no início do mês e...

...
...
...
...
...
...
...

... ainda não falhei um único dia :)

É uma questão de hábito, malta!

Tem sido somente 15 minutinhos de elítica ou de step ou caminhadas (mais um bocadinho de tempo para as caminhadas, vá). Mas tem sido Sem Desculpas mesmo. É levantar o rabo do sofá e ir sem pensar muito.

Ainda na 6ª feira cheguei a casa às 19:00 e diz a Bia: Mãe, ainda não tenho fome, vamos dar uma voltinha a pé? E fomos! Na conversa as duas em passo acelerado, foram 40 minutos bem agradáveis...

É o que eu sempre digo: o que custa é o click, é o começar, os primeiros 2 ou 3 dias. Depois levas de letra.

Vai ser para continuar, estou a sentir-me mesmo bem a todos os níveis, tanto a tirar a ferrugem dos ossos como também a tirar a ferrugem da mente. Essa é a que está mais leve, está limpa!

domingo, 4 de junho de 2017

Tão bom quanto saudável


Ao fim de semana gosto de me levantar lentamente,  com a calma própria de quem não tem pressa...

Gosto de me mimar enquanto a casa ainda dorme e eu ainda estou sozinha com os meus pensamentos.

Gosto de fazer um pequeno almoço diferente, saboroso mas ainda assim saudável para começar bem o fim de semana.

Desta vez saiu uma panqueca de maçã, canela e aveia que cheirava e sabia a bolo :-)


Panqueca de maçã, canela e aveia
- 1 ovo
- 1/4 de maçã ralada
- 2 pacotinhos de açúcar
- canela qb
- leite qb
- aveia moída qb
- óleo de côco para untar a frigideira
- côco ralado para polvilhar

Misturar tudo e colocar numa frigideira untada com o óleo de côco. Deixar dourar e virar. Polvilhar com o côco e deliciar-se.

É muito boa mesmo! E deixa um cheirinho delicioso por toda a casa.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

WTF?!?!... Mas isto é assim agora?!



A Bia anda no 9º ano e é uma aluna bastante boa (bem melhor do que eu alguma vez fui).

É uma aluna de média de 4 e acho que se contam pelos dedos de uma mão os testes em que teve negativas desde que começou a escola.
No primeiro teste de inglês que fez no 5º ano teve 100%.
É naturalmente dotada para línguas (nisso sai à mãezinha dela) e nunca precisou de estudar para inglês para ter sempre 5.
Apesar de dizer que não gosta de francês, se estudar um bocadinho, também consegue notas bastante boas.
Ela já decidiu que vai seguir a área de humanidades, coisa que eu não tinha grandes dúvidas, sinceramente.

Agora, o que me faz uma confusão tremenda (porque no nosso tempo ou isto era impensável ou eu andava numa escola da caca) são as seguintes situações que vi a passarem-se nestas últimas semanas:

Situação 1 - Teste de História:
A professora na aula diz aos alunos os tópicos que vão sai nos testes, ou seja, basicamente as perguntas...
Ex: (o tema era a 2ª Guerra Mundial)
- Vai sair uma imagem que vocês têm de identificar... a imagem é o Pearl Harbor.
- Depois têm de dizer porque é que esse acontecimento foi importante... porque levou à mundialização do conflito.
E falou assim sobre o teste todo na aula de preparação!

Situação 2 - Teste de Ciências:
A Bia odeia a matéria que estão a dar, desmotiva-a, é um monte de nomes estranhos que tem de decorar...
Antes do teste:
- Se tiver mais do que 30% a ciências é uma sorte!
Depois do teste:
- O teste correu-me maravilhosamente bem, devo ter mais de 80% de certeza. A professora enviou-nos o teste para o e-mail antes da aula, só tivemos de decorar as respostas!

WTF?!?! Mas isto é assim, agora?

Onde está o mérito próprio dos alunos? É suposto eles ficarem orgulhosos por uma nota alta entregue assim de bandeja? Isto não é leva-los ao colo no 3º período? Não cheira aqui só a aumentar o ranking da escola? Isto é justo para os que se estafaram a estudar?

Que os conteúdos são extensos demais, acho que sim. Que os miúdos estão sobrecarregados, completamente de acordo. Mas não acho que estes facilitanços os ajudem a longo prazo,

Sou só eu que acho isto um absurdo?

terça-feira, 30 de maio de 2017

Porquê?...


Porque não me apetece.
Porque está frio.
Porque está calor.
Porque estou cansada.
Porque não me apetece.
Porque quero ver o Biggest Loser (irónico, hã?...)
Porque está vento.
Porque a rua é sempre a subir.
Porque não me apetece.
Porque é preciso meter a bicicleta no carro.
Porque não gosto de fazer esforço de manhã.
Porque há cães na rua.
Porque não me apetece.
Porque só me quero sentar no sofá depois de um dia de trabalho.
Porque tenho o cabelo molhado.
Porque os fones não funcionam.
Porque não me apetece.
Porque o sol está forte.
Porque está nortada à beira-mar.
Porque acabei de tomar banho e não quero suar.
Porque não me apetece.
Porque prefiro ir ao shopping.
Porque está a chover.
Porque está de noite.

Porque não me apetece...

Porque sou uma pastelona...

Porque continuo à espera de fazer exatamente a mesma coisa, mas obter resultados diferentes (not-gonna-happen)...

Porque parece que ando nisto há dois dias quando na verdade vou a caminho dos catorze anos de estilo de vida saudável...

Porque uns míseros 15 minutinhos que seja de exercício por dia podem, neste momento, fazer a diferença para mim...

Porque a compulsão de ontem fez-me ver que a velha Lena, a gorda desregrada que eu pensava que estava morta, pode estar somente adormecida, ainda que profundamente e isso assusta-me imenso... (*)

Porque eu não quero voltar nunca mais a ser a velha Lena. Eu quero ser a Sweet Lena, aquela que eu aprendi a amar e a respeitar acima de tudo.

Porque foi preciso mais uma vez um abanão forte para me fazer acordar.

Por isto tudo, junho é mês de exercício diário. Sem desculpas!... nem que seja só 15 minutinhos... vá lá, todos temos 15 minutinhos... e começou já hoje :-)

E o não me apetece é desculpa proibida!!

-----------------

(*) Nota: andei o dia inteiro meia choca sem razão. Só agora ao passar os sentimentos para aqui me dei conta do porquê. Escrever é sem dúvida a minha melhor terapia.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Há que tempos!!

Há muito tempo mesmo que não tinha uma compulsão. Acho que há anos!

Aconteceu há bocadinho...

Não que tenha sido uma quantidade absurda de comida. Não. Foram uns quantos chocolatinhos e bolachinhas, não é a quantidade que me rala.

O que me assusta é a voracidade e a velocidade com que eles foram engolidos, sem sequer me dar tempo para respirar fundo, para pensar, para por a mão na consciência. Isso sim, isso preocupa-me!

Neste momento quase consigo compreender o conceito de compulsão e de seguida tentar apagar o sentimento de culpa com o vómito. Não o faço, nunca o fiz, mas sinto que a linha é mesmo muito ténue.

E isto é só estúpido, porque compulsivamente nem sequer tiras prazer do que estás a comer.

Pronto, confessei!

Agora siga!... Sem culpas!

domingo, 28 de maio de 2017

My brave little girl


Orgulho! É o que eu sinto dela, da coragem dela.

Aos anos que ela andava a deixar crescer o cabelo, nunca estava grande demais e ir ao cabeleireiro era sempre só para cortar o mínimo dos mínimos.

Assim do nada decidiu dar um corte valente. O rabicho vai ser doado à Little Princess Trust para tentar ajudar a trazer um sorriso a uma criança doente.

Miúda valente é o que é!!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Eu, mãe de uma jovem adolescente, me confesso!!

Adolescente e mãe saudáveis :)

Diz que os adolescentes não comem fruta e legumes regularmente e que isso é uma das razões que coloca Portugal no top 5 dos países com maior índice de obesidade infantil.

Eu confesso:
- Não consigo que a minha filha coma legumes, só mesmo na sopa e passada. Se comemos sopa todos os dias? Não. Quando era criança, ela comia, hoje desabituamo-nos e comemos somente ao fim de semana.
- A minha filha só gosta de maçãs, cerejas e clementinas. Ela nunca foi fã de fruta, mesmo em pequenina era um filme para comer fruta.

Aliás, era um filme para ela comer fosse o que fosse. Em bebé a hora da refeição envolvia normalmente brinquedos, canções e papas espalhadas por todo o lado.

Mas, por outro lado:
- À exceção de chocolate, ela não gosta de doces de espécie nenhuma, nem gomas, nem bolos, nem bebidas. Para terem uma ideia, só há cerca de 2 semanas é que ela experimentou chiclets!

- Não gosta de fritos. Não está habituada em casa, logo acaba por achar a comida pesada para ela. Prefere arroz branco ou massa simples a qualquer outro tipo de acompanhamento.

Confesso que ao longo destes anos me concentrei tanto em retirar o mais possível de gordura da nossa alimentação que descurei essa parte dos legumes e da fruta.

E sei que lhe faz falta e que devia insistir. Mas se já era difícil introduzir alimentos novos quando ela era pequena, agora em versão adolescente é completamente impossível. É que ela nem sequer quer experimentar.

Há coisas que eu tenho a certeza que se ela experimentasse ia gostar, mas nem sequer consigo que experimente, porra! E é que contrariada, não vale a pena, é só para lhe criar ódiozinhos de estimação para o futuro.

Lembro-me que quando ela andava no infantário, nos dias em que o lanche era pão com marmelada, a miúda ficava na mesa com a marmelada na boca, sem conseguir engolir, porque odiava aquilo.

Eu própria ainda hoje só consigo comer sopa passada, porque no infantário me obrigavam a comer sopa inteira e as couves davam-me vómitos. É a única memória que tenho do infantário!

Isto tudo para dizer que uma das poucas coisas que eu mudava em relação à educação da minha filha era precisamente esta questão da alimentação, saladas, legumes e frutas. Quando são pequeninos é realmente muito mais fácil incutir o gosto por este tipo de alimentos do que à medida que crescem.

Agora resta-me esperar que ela ao crescer comece, por ela, a ganhar gosto por este tipo de alimentos, porque ela está mais do que consciencializada para o perigo da obesidade, afinal viu a mãe lutar contra ela a sua vida toda.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Quem é ele?


Ele desce na 1ª semana... ele sobe na 2ª... ele torna a subir na 3ª... ele volta a descer na 4ª e na 5ª...

E andamos nisto! Numa relação amor-ódio permanente. Chama-se equilíbrio, acho eu.

O que eu tenho feito para contrariar esta tendência? Absolutamente nada.

No início, a minha cabecinha enche-se de boas intenções que rapidamente são arrumadas num cantinho lá ao fundo e raramente passam disso mesmo: intenções.

Tenho consciência de que quando não me sentia tão bem comigo própria, não arrumava tão rapidamente as intenções, arregaçava mais depressa as mangas e ia à luta.

Agora, tenho tendência a ceder mais à inércia, ao "é só mais este pecadinho!" em vez do "só por hoje vou portar-me bem!"

Mas continuo em paz comigo e isso não preço. Só tenho de equilibrar mais o pecadinho com o portar bem para me manter sempre na mesma linha.

Quem é ele? O peso, pois claro, esse maroto!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Sweet guilty pleasures


Isto das redes sociais é um fenómeno engraçado.

Faz-nos ver que não somos assim tão aves raras como à partida pensamos.

Leva-nos a conviver, ainda que virtualmente, com uma infinidade de pessoas que tanto podem estar na porta ao lado da nossa, como no outro lado do mundo e que têm os mesmos gostos, as mesmas dúvidas, os mesmos prazeres que nós.

Eu acredito que o facto de estarmos protegidos por detrás de um ecrã nos leva a ser mais nós próprios do que quando estamos frente a frente com alguém.

É aqui, neste blog, que alguém pode conhecer o mais íntimo de mim.

Depois há o twitter onde encontrei centenas e centenas de mulheres feitas que partilham comigo o amor pela música que supostamente é dirigida a pitas aos gritos.

Supostamente uma mulher de 40 anos já não se deve interessar excessivamente por música. Muito menos feita por putos novos.

"Isso não é  para a tua idade!" diz-se na vida real. "Oi?! Música tem idade?!" Recuso-me a aceitar isso! E é no twitter, onde encontrei milhares de mulheres que lidam com esse mesmo preconceito, que vivo o meu sweet guilty pleasure de partilhar fotos, entrevistas, momentos, paixonetas por esses putos novos que até escrevem coisas de arrepiar. E as partilhas das chamadas fanmoms são tão mais interessantes...

E isto não tem nada a ver com o facto de ser novinho e giro e com olhos maravilhosos e vozes de anjos, nada disso. OK, também ajuda, mas os moços têm substância, têm ideias e muitas vezes conseguem traduzir para palavras aqueles sentimentos estranhos que nós não conseguimos explicar.

Por isso eu quebro estereótipos. "Não é para a tua idade!", posso ouvir isto vezes sem conta, há-de ser sempre para a minha idade! A arte não tem idade e muito menos a música.

Portanto, neste momento ando obcecada por isto:

Ouvi esta há 10 minutos pela primeira vez e também vai ser uma favorita:

E para terminar em versão mais libidinosa:

Pfff... não tenho idade... vou mas é ali à Fnac comprar o álbum do Harry que saiu hoje, passar o dia no twitter a seguir as entrevistas e reações e partilhar isto tudo com a minha adolescente preferida.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Era mesmo isto que eu estava a precisar de ler!


Mais uma vez a blogosfera dá-me a mão, puxa-me para cima e demonstra-me por A + B que os macaquinhos que tenho na cabeça não moram só em mim, mas são transversais a imensas pessoas que têm as mesmas vivências.

Desta vez a conversa era sobre filhos adolescentes e não resisto mesmo a partilhar AQUI, quanto mais não seja para me relembrar que todas nós, umas mais outras menos, passamos por isto.

O que mais destaco desta maravilhosa conversa é isto "Esta separação é difícil mas só para os pais, há quem não queira deixar crescer mas isso não é possível, isso só vai provocar um abismo maior. O desapego para os miúdos é um processo normal e natural, como qualquer outro animal eles querem crescer e ir à sua vida."

O que há alguns dias me estava a parecer avassalador, está cada vez mais a encaixar-se na minha vida. Eu precisei de quebrar para aprender a adaptar-me a esta nova fase. Eu. Porque ela está mais do que adaptada.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Do dia da mãe


 
Foi o melhor dia da mãe de sempre!
 
Ela conhece-me como ninguém, então fez um postal cheio de significado e de mimo...
 
Dentro do envelope com o nome da minha música preferida de momento, tinha um texto onde ela abria a alma para mim como que em resposta a todas as minhas dúvidas e angústias dos últimos posts. E não, ela não os leu, mas sentiu-me e pediu-me só para lhe dar um pouco de espaço sem fazer filmes na minha cabeça e garantiu-me que o nosso amor é incondicional e eterno!
 
Adoro-te tanto que não tens ideia filha!!  

sábado, 6 de maio de 2017

E depois há dias assim...


Dias em que tudo volta a ser como dantes.

A carinha está mais sorridente, a conversa flui normalmente, o sofá enorme está desocupado porque estamos uma em cima da outra a estudar história...

E eu aproveito! Sempre!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

"Vocês são muito cosidas!"



Toda a minha vida ouvi esta frase da boca da minha avó, da minha mãe e até da minha sogra.

"Vocês são muito cosidas!..." - eu sempre senti orgulho ao ouvir esta frase dirigida a mim e à minha filha, mesmo que ela fosse dita com uma certa dose de apreensão. Eu sentia orgulho da relação única de cumplicidade que sempre tive com ela.

Quem a dizia, sentia uma certa apreensão quanto à altura de nos descosermos. "Depois vais sentir muito!..." E eu sorria e pensava "Sim, sim, depois logo se vê..."

Só que o "Depois" está a chegar... e muito depressa.

De há uns 2 meses para cá a adolescência assentou arraiais cá em casa. Com ela chegou a cara fechada, o silêncio, os resmungos, o normal, vá...

Para já ela continua muito caseira, continua a querer a nossa companhia ao fim de semana, continua a gostar de andar connosco de um lado para o outro... mas muito mais em silêncio, sem os sorrisos a que estávamos habituados, com conversas tiradas a saca-rolhas...

Eu sei que é normal, mas eu estou a sentir tudo na pele agora e está a ser um bocadinho avassalador para mim.

Eu, que tive uma adolescência difícil, carrancuda, de silêncios e resmungos, de segredos para com os meus pais, ponho-me agora no lugar deles e penso "Só espero que ela não seja como eu fui..."

E ela, do alto da sua sabedoria diz-me amiúde "Nem eu sou tu, nem tu és a tua mãe!", como quem diz "Não compares a nossa relação com a vossa"

Eu quero dar-lhe o espaço que ela precisa, não me importo de me descoser, mas não consigo faze-lo totalmente.

Em primeiro lugar, tenho de deixar de olhar para ela como a adolescente difícil que eu fui. Ela não é a Lena adolescente, ela é a Bia adolescente que sempre teve uma relação única com a Lena mãe.

Tenho de confiar nela e no trabalho que fiz até agora. Ela nunca me mentiu nem escondeu nada, não posso estar sempre à espera da primeira vez que isso aconteça.

Logo, tenho de deixar de sofrer por antecipação.

Tenho de lhe dar espaço e deixa-la respirar, apesar de só me apetecer mantê-la debaixo da minha asa.

Sei que eu é que tenho de me adaptar a esta nova fase, mas não pensei que fosse tão difícil.

É agora avó, que nos estamos a começar a descoser. Tu tinhas razão...

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Das sensações tão boas :)


No meio da agitação da vida a minha tendência é (sempre foi) desvalorizar o que consegui.

É certo que ultimamente andei uns passinhos para trás, mas o mérito de tudo o que consegui, sei que nunca ninguém mo há-de tirar. Já para não dizer que se consegui uma vez, sei que tenho em mim a força para conseguir duas, três, dez, as que forem precisas para me sentir bem comigo própria.

E disso não desisto, posso cair cem vezes, que hei-de levantar-me cento e uma... Este é um sentimento que já está mais do que interiorizado e que é tão natural em mim como respirar.

E depois há aqueles sentimentos bons, mas bons, quando alguém te diz: "Olha, falei em ti um dia destes. De como és disciplinada de como levas isto a sério, com inteligência e como consegues levar isto com algum sacrifício!"

E eu - que sei bem como isso é verdade, mas que me esqueço tantas vezes - fico embevecida só de pensar que há quem pense, quem fale de mim como um exemplo a seguir...

Eu...olha eu, que parece que ando sempre a cambalear entre as coisas que devo fazer e as que não devia ter feito.

Eu, um exemplo... ADORO!!

domingo, 23 de abril de 2017

O que tens de saber sobre mim #1


Eu não sou um poço sem fundo! Custa a saltar-me a tampa, mas quando salta, tá tudo fodido...

Podes achar que estou a fazer uma tempestade num copo de água, mas não... foi simplesmente o transbordar do copo que se tem vindo a encher há que tempos!

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Dos desabafos de mãe


Obrigada pelos comentários do post anterior, foram um bálsamo para a minha alma de mãe.

 Que eu vou ser sempre o seu porto de abrigo e que ela sabe disso, não tenho dúvidas absolutamente nenhumas.

Ela às vezes na brincadeira diz-me: Tu não és o sol!, tipo, Eu não ando sempre à tua volta!

E eu penso, já não sou, mas já fui... e é o facto de deixar de ser o sol que me está a fazer confusão.

Eu sei que faz tudo parte da vida, do crescimento, também passei por lá, todos nós passamos... eu sei disso tudo!

Mas, até agora, ainda não tinha sentido na pele este descolamento dela de mim, só isso...

Eu não quero ser a mãe-melhor-amiga, quero ser a mãe-melhor-do-mundo, não quero ser a chata, nem a desinteressada. Estou lentamente a aprender a dar-lhe o espaço que ela precisa quando ela precisa, mas mantendo-me por perto.

Mais uma vez, e como em tudo, é uma busca incessante pelo equilíbrio, para nos mantermos todos felizes.

domingo, 16 de abril de 2017

Porque é que ninguém me disse que isto ia ser tão difícil?!

Não há nada na vida que nos prepare para sermos mães de adolescentes.

Como é possível olharmos para aquele ser - que aos nossos olhos ainda é aquela coisinha indefesa e deliciosa que saiu de dențro de nós, que nós moldamos com tanto cuidado, do qual nós conhecemos até os mais ínfimos pensamentos, que anda sempre agarrado às nossas saias "mããee... mããee..." - e vermos que cresceu do dia para a noite, que já tem alguns segredos, algumas partes que nos é vedada. Há aquela faceta que só os amigos conhecem e quando temos um vislumbre pensamos: quem és tu e o que fizeste com o meu bebé?

É tão difícil!! Porque é que ninguém me avisou disso?

E eu tenho sorte. A relação que tenho com a minha adolescente é única em cumplicidade.

Ainda assim...

Sinto que ela está a querer voar, como é normal, eu sei, e eu só não sabia que era tão difícil. Vai sempre haver uma parte da vida dela que eu vou desconhecer e eu não estou ainda preparada.

Na semana passada, numa conversa franca com a minha cunhada que vive com os meus sogros, dizia ela: "A minha mãe conhece aí uns 3% da minha vida. Nunca eu tive com ela nem um bocadinho da relação que vocês têm. Tens sorte Bia!"

Há umas semanas atrás ela contou-nos uma coisa que muitos temem contar aos pais. Fiquei orgulhosa dela. Fiquei orgulhosa da relação que construímos com ela. Fiquei feliz por saber que ela sabe que seremos sempre o porto de abrigo dela e como ela é forte e corajosa.

Depois vieram todos os medos e dúvidas de mãe. E eu digo: não estava preparada para lidar com a adolescência. E é irónico! Eu... que fui uma adolescente difícil, não estou preparada!

A única coisa que sei neste momento é que tenho de levar isto passo a passo, sem conceitos pré-definidos.

Porque o que eu mais quero é que ela fique. Quero continuar a ser o porto seguro, mesmo em tempos mais agitados.

Eu estou aqui filha... sempre.

sábado, 15 de abril de 2017

Bateu-me...

... estou mesmo fora de forma!!

Bastou uma tarde de passeata pelas ruas do Porto para me aperceber como tudo me custa.

Bem sei que me desleixei completamente no exercício, mas não pensei que estivesse assim tão fraquinha.

Ando aqui há algum tempo à espera que o click viesse ter comigo, mas estou a ver que ele tarda, portanto vou começar por baixo, por pouco que seja é melhor do que nada.

Vou então começar por um desafio de 30 dias que inventei. Para já estou entusiasmada!!


terça-feira, 11 de abril de 2017

Terça que parece Sexta


A partir de amanhã vão ser 6 diazinhos de férias que vão saber que nem ginjas!

A princesa está em casa, o pai só na sexta mesmo, por isso vamos as duas passar um bem merecido quality time em modo turista-na-nossa-cidade.

A ideia é descansar só mesmo a cabeça, porque o corpinho não vai pastelar estes dias. Quero aproveitar o bom tempo e os dias sem estudo para fazer coisas boas com ela.

A Bia ainda gosta de andar comigo e eu... adoro que ela goste.

Amanhã vamos deixar o carro na Baixa e percorrer o Porto, a Ribeira, atravessar a Ponte D. Luís de cima e de baixo, almoçar em Santa Catarina, lanchar no Starbucks, tirar fotos, muitas fotos como se visitássemos o Porto pela primeira e última vez.

Na quinta, vamos fazer um piquenique no Parque da Cidade, respirar o ar puro da natureza por entre a selva de betão e vamos molhar os pés nas praias de Matosinhos. Vamos apanhar sol e comer um gelado de máquina que pinga sempre pelo fundinho da bolacha mole.

O resto dos dias diz que o S. Pedro vai estar mal disposto... veremos...

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Tapioquinha parte 2


Apesar desta experiência não ter sido maravilhosa, não me dei por vencida!

Primeiro porque toda a gente anda a falar nisto e depois porque ainda tenho muito polvilho para gastar.

E desta vez adorei!!

O que fiz de diferente:

- Se da primeira vez tinha untado a sertã com um niquinho de azeite, desta vez untei com óleo de côco... como aquilo não sabe a nada, adquiriu o sabor a côco... tão bom! Fez mesmo a diferença! Tenho visto imensas receitas com óleo de côco e estou mortinha por experimentar mais algumas.

- Se da primeira vez recheei com uma fatia de queijo e uns pingos de geleia de marmelo, desta vez espalhei também um pouquinho de manteiga de amendoim caseira. O salgado da manteiga de amendoim junto com a geleia... só vos digo, não é à toa que os americanos são doidos por peanut butter & jam. Combinação vencedora!!

E depois há inúmeras combinações de recheios que têm tudo para dar certo, tanto doces como salgados. Vai ser definitivamente para continuar em experiências!

Adenda: E tapioquinha recheada com atum ovo cozido e azeitonas que fiz ontem à noite?!... Caramba, que maravilha!!

domingo, 2 de abril de 2017

Overdose de porcaria...


Ontem foi dia de lixo...

Eu até concordo com o conceito de haver alturas em que nos devemos entregar ao prazer da comida decadente, mas a ideia é que o "pecado" nos dê efetivamente prazer!

Ontem fui almoçar com os meus avós - franguinho no churrasco com batata frita e limonete para sobremesa.

Depois fui ao cinema com a minha filha - já fomos mais amantes de pipocas, portanto substituimos por uns não menos calóricos maltesers e nougat de amendoim.

Para quem já foi ao Marshopping e passou junto à loja dos waffles digam-me: como é possível sair dali sem comer um? O cheirinho chama-nos para lá, mesmo sem fome nenhuma!

Foi o que aconteceu. O cinema acabou tarde, a fome não era nenhuma, mas o cheiro do waffle pairava à nossa volta... foi irresistível!

Chegamos a casa, só me apeteceu beber umas águas com gás!

Foi um autêntico dia de lixo, não houve nada que se aproveitasse para uma dieta saudável. E o pior de tudo é que me deitei com uma sensação de autêntica intoxicação!

Se valeu a pena? Sinceramente não, foi porcaria a mais para um dia só.

Hoje, obviamente, é dia de recomeço.

terça-feira, 28 de março de 2017

Experimenta, pelo menos!


De tanto ouvir falar na tapioquinha ou crepioca no mundo da alimentação saudável, tinha de experimentar.

Comprei polvilho doce, hidratei 250gr com 150ml de água, esfarelei bem e fiquei com bastante tapioca hidratada que pode ser guardada no frigorífico.

Depois foi só espalhar algumas colheres numa frigideira quente e deixar formar o crepe.

Esta recheei com uma fatia de queijo e geleia e o que eu achei... eh...

A tapioca em si não sabe a nada. A textura estaladiça é interessante, mas sinceramente devo ter escolhido mal o recheio, o queijo por si só não tem um sabor forte e só a geleia é que lhe deu alguma graça.

Para primeira vez não adorei, mas vou definitivamente dar-lhe mais umas quantas oportunidades, com outro tipo de recheios.
 Assumo a minha quota parte de culpa neste... eh...

domingo, 26 de março de 2017

Eu cumpro o que prometo


Por isso saiu uma fornada de muffins de chocolate e courgete.

Sem comparação possível com os de compra e posso assegurar que são super-fofinhos e que a courgete não se nota minimamente.

A receita que faço é adaptada à Bimby mas facilmente se faz pelo método tradicional.

Picar uma courgete grande (30 seg - vel. 7)
Juntar 2 ovos, 150gr de açúcar, 50gr de leite e 50gr de chocolate em pó (misturar 2 min - vel. 3)
Juntar 175gr de farinha, fermento e bicarbonato de sódio (misturar 30 seg - vel. 3)
Colocar em forminhas e levar ao forno. Dá cerca de 12 muffins granditos.

Comemos 4 e congelei o resto para lanches ou para quando apetece algo doce.

Muito bom!

quinta-feira, 23 de março de 2017

Uma pessoa desabitua-se...

Na semana passada o meu marido levou para casa um queque do café. Não me apeteceu e congelei-o.

À exceção de uma natinha para mim ou de um palmier do Lidl para a Bia de vez em quando, muito raramente entram bolos de confeitaria cá em casa.

Mas o queque estava ali e hoje levei-o para o lanche para acompanhar duas chávenas de chá de frutos do bosque.

Mal peguei no guardanapo onde ele estava embrulhado torci logo o nariz: estava impregnado de gordura, fiquei com as mãos todas nojentas! O sabor, gordurento, enjoativo... não me apanham noutra!

E pensar que este tipo de alimentos eram usuais cá em casa antigamente!

Faço bastantes vezes queques, mas em vez de óleo uso courgete (juro que não se nota) ou leite ou iogurte e a diferença é brutal!

Depois de voltar ao comprado é que realmente dou valor ao feito em casa. Este fim de semana vai sair uma fornada enorme de muffins de chocolate e courgete. Quanto aos comprados, esquece!!

terça-feira, 21 de março de 2017

Primavera, és tu?!


Deves ser porque eu tenho os lábios e as mãos cheiinhos de eczema. As mãos é chatinho, tenho de fazer tudo com luvas, mas os lábios é um autêntico martírio!

Mas esqueceste-te do calorzinho bom pelo caminho, foi? Logo agora que eu já ia tirar o cobertor e os lençóis de flanela da cama apresentas temperaturas de 5 graus?!

Mas uma coisa não te podes negar a trazer: dias mais compridos... é sem dúvida o que eu mais adoro com a tua chegada!

Acabar de jantar ainda com luz do dia lá fora a convidar a uma caminhada para desmoer? Adoro!
Fins de semana amenos para passeios na praia, ou no campo ou mesmo por parques citadinos com um lanche na mochila? Estava mesmo a precisar de uns programas destes!

Já que o período e os testes estão mesmo quase a terminar, espero fazer uns programas bons ao ar livre a três nos tempos mais próximos.

Por isso, vê se colaboras, sim?!
Agradecida...

segunda-feira, 20 de março de 2017

Do bom e do mau


Não sei se é só comigo que isto acontece, mas a minha mente tem tendência natural a concentrar-se nas coisas más em vez das coisas boas.

Eu até me considero uma pessoa otimista, na esmagadora maioria das vezes olha para o copo e vejo-o meio cheio, mas há coisas que tenho de me relembrar vezes e vezes sem conta.

Por exemplo:

- Ao longo do meu percurso, eu já me livrei de 30Kg com muito orgulho, no entanto, em vez de me focar nisso e aproveitar essa força para seguir em frente, o meu foco concentra-se no facto de entretanto ter ganho cerca de 10Kg.

- A minha filha partilhou connosco recentemente uma inquietação dela e enquanto o meu foco se dirigiu imediatamente para o facto de ser um assunto que até ali me tinha passado ao lado, o foco do meu marido foi logo para o facto dela ter a confiança e a coragem suficientes para partilhar isso connosco (como entretanto eu também me foquei).

- Neste momento habituei-me a fazer uma alimentação equilibrada durante o dia. A rotina é minha amiga, trago os meus lanches e o meu almoço na base do que eu considero saudável e suficiente para mim, na maioria das vezes tenho bebido bastante água, mas à noite, normalmente depois do jantar, a coisa descamba (vezes demais, é certo) e é nisso que a minha mente se foca, em vez de ser no resto de dia saudável que tive.

Este "descamba" a que me refiro não é nenhuma alarvidade de comida, mas são coisas (normalmente envolvendo chocolate) que eu sei que além de ser pura gulodice, é a tal coisa da comida emocional ou de conforto.

E isso assusta-me porque eu já fui uma comedora emocional e é sítio para onde eu não quero voltar. Aquele chocolate devorado às escuras... aquele wafer de chocolate, avelãs e creme de leite decadente que tem de ser comido porque sim, porque falta aquela coisinha para compor a refeição...

Eu não quero voltar a sentir-me presa à comida! Eu não quero voltar a sentir que ela me controla! Eu quero comer o wafer e sentir prazer com ele quando me apetece, mas não quero que a minha mente me diga que me apetece todos os dias como se fosse uma "obrigação"!

É nisso que eu quero trabalhar!

Este é o tipo de coisa que só compreende quem já esteve na mesma situação. Para os outros é somente um coisa muito estúpida...

sexta-feira, 17 de março de 2017

Acabou-se o sossego!!


Aquela menininha quietinha no seu cantinho, da qual eu sabia tudo o que se passava naquela cabecinha deu lugar a uma mini-mulherzinha adolescente com ideias bem assentes e desejo de crescer.

Já tem pequenos assuntos que opta por não partilhar comigo (e que eu respeito) apesar de saber que pode sempre dizer-me absolutamente tudo e que terá o meu apoio ou pelo menos a minha orientação.

Está neste momento em casa com umas amigas a fazerem o almoço pela primeira vez, enquanto tiveram 3 (!!) furos seguidos.

Começou há pouco tempo a fazer o percurso escola - casa sozinha a pé, com todas as inquietações que isso me provoca a mim, super-mãe-galinha...

Sim, eu já sei que com a idade dela muitos já estão fartos de andar para todo o lado e blá-blá-blá e eu com a idade dela já fazia sei lá quantos quilómetros de autocarro e blá-blá-blá e hoje em dias os miúdos são super-protegidos e blá-blá-blá...

Sim, sim, eu aceito tudo isso e também o digo... MAS... isso é nos outros. Ela é a minha menina pequenina com quem eu me preocupo, pelo menos enquanto não estiver habituada a ter a asa assim um bocadinho mais levantada.

Sei que posso confiar plenamente nela, nunca me deu razões nenhumas para não o fazer (quando/se tal acontecer, o caso muda de figura, claro). De entre todas as coisas, o que eu mais me orgulho dela é o facto do seu amor-próprio estar bem lá no alto. Ela gosta dela própria sem no entanto roçar o narcisismo e esse é um feito que eu me orgulho de ter cultivado.

Não sei bem se estou preparada para a próxima fase, mas vamos lá a ver...

domingo, 12 de março de 2017

Desta coisa de ser mãe

Onde está a minha menina pequenina?...
Como cresceste assim de repente que não dei conta?...
Sei que fiz a coisa bem feita porque tu tiveste a coragem de te abrires comigo...
Estou sempre aqui para tudo o que precisares. Conta sempre comigo...
Coração de mãe raramente se engana...
Agora... cresce mais devagar sim?...

Mãe

Da inspiração


O Biggest Loser é sem dúvida um dos programas que mais me inspira.

Nem é propriamente pela quantidade absurda de peso que os concorrentes perdem semanalmente porque aquele tipo de treino é absolutamente incompatível com a vida real.

É pelas histórias de cada um. É pelas vergonhas de cada um. É pelas cicatrizes na alma de cada um. É pela motivação de cada um. É pelas semelhanças que encontro com alguns. Não de corpo, não de peso, mas de sentimentos.

Descobri que está a dar na Sic Mulher o Biggest Loser Austrália edição pais e filhos e é tão bom como o americano. Adoro!

Tem um filho de 27 anos que pesa mais de 250Kg e para quem nem sequer a banda gástrica é opção, segundo ele, a sua única opção é a morte. Ele está a concorrer com a mãe que está ali só para o ajudar a não morrer. Tocou-me sinceramente.

Depois há uma mãe e filha em que a mãe se martiriza por não conseguir dar bons exemplos à filha. Tocou-me, apesar de não me identificar pessoalmente.

Depois de tudo o que passei, posso ter retrocedido um bocado nos últimos tempos, sei que sim, mas nunca a minha filha pode dizer "A minha mãe baixou os braços"... Isso não! Quero que ela se orgulhe de mim. Quero que se orgulhe do facto de eu não ficar quieta se não estiver satisfeita comigo própria.

Na semana passada disse-lhe que íamos passar a ter mais cuidado com a alimentação, comer mais sopinhas e fazer mais caminhadas porque eu queria perder peso e não estava a conseguir sozinha.

A resposta dela: Mas para que é que queres perder peso? Tu não precisas!
Eu: Porque não me estou a sentir bem comigo, estou a sentir-me pesada e já me senti melhor. (E sim, sei bem que preciso)
Ela: Está bem, fazemos juntas.
Vamos fazê-lo a três, isso sim, faz bem a todos.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Combater a auto-sabotagem



Há uns meses atrás, fartinha de já estar na cama e ouvir a célebre frase "Mããe... tenho sede..." comprei um copo destes para a princesa ter na mesinha de cabeceira.

Ora, esta canequinha é para lá de prática! É de vidro, não ganha cheiros, pode ser lavada na máquina sem ficar com sabor de detergente, tem tampa pelo que até pelo sofá anda, enfim, tantas vantagens que lá em casa a Bia tem uma, eu tenho outra e andamos sempre com elas atrás.

Com esta minha resolução de beber 2 litros de água por dia (não tenho cumprido, mas já recomecei hoje mesmo), o que eu tenho notado é que durante o dia, arraaaasto a garrafa de água que tenho na secretária enquanto que à noite bebo a água pela minha canequinha num ápice.

Vai daí, comprei também uma para a secretária. Ela leva cerca de 400ml e custou-me € 1,00 no Jumbo. Também tem em lojas chinesas, mas um pedaço mais caras.

Sim, eu sei que é psicológico, mas a verdade é que pela palhinha bebo uma caneca de água quase de um trago.

O que interessa é que para já está a resultar e o meu objetivo está a ser cumprido. Até quando não sei, mas o que sei é que o meu sub-consciente é perito em arranjar subterfúgios para me auto-sabotar, mas o meu consciente é inteligente o suficiente para continuar a arranjar escapatórias para lhe dar a volta.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Da doce sensação de alívio


Vim agora do médico sem um peso enorme nos ombros. Ele descansou-me imenso, mas sem nunca menosprezar a minha preocupação.

O fibroadenoma é um nódulo relativamente normal que pode aparecer e desaparecer repentinamente. Como ele é muito pequenino e com margens muito limpas tudo aponta mesmo para a benignidade. No entanto, daqui a 4 meses torno a repetir a ecografia.

Não podia ter ficado mais descansada! Até parece que respiro melhor e tudo...

sábado, 4 de março de 2017

Das coisas que fazem tremer o nosso mundo


Uma vez a minha sogra disse-me "Tu és tão fria!!" O meu sogro tinha acabado de ter um enfarte e eu, como sempre, não demonstrava as minhas emoções, só desvalorizava, dizia que não ia ser nada, eu era a "forte".

Eu sou mesmo assim. Fria!... no primeiro impacto. Demoro a assimilar as más notícias. A minha primeira reação é sempre tentar ver a parte racional da situação. A minha primeira reação é ver o copo meio cheio.

Passado 5 minutos desabo completamente.

Há 3 anos atrás, estávamos nós de férias no Algarve e a minha mãe ligou-me a dizer que a minha avó tinha falecido. A minha primeira reação foi sentar-me a tomar o pequeno almoço e depois fazer calmamente as malas. Desabei quando cheguei cá acima à beira da minha mãe.

Eu sou fria!

Uma vez ligaram-me a dizer que a minha filha tinha partido um braço e o que eu fiz primeiro foi arrumar a papelada toda que tinha em cima da secretária e sair calmamente do escritório. Desabei 5 minutos depois.

Ontem fui repetir um exame no qual a médica me disse que via ali um nódulo, mas que talvez não fosse nada e a minha primeira reação foi... nada... não fiz as mil perguntas que agora queria ter feito e saí.

Desabei no carro, 5 minutos depois ao telefone com o meu marido, nem conseguia falar. Desabei ao passar em frente ao cemitério onde está a minha amiga C. que morreu de cancro com a minha idade. Desabei no escritório, ao desabafar com o meu amigo enquanto ele me lembrava que eu vejo sempre o lado positivo das coisas. Tenho desabado aos poucos sempre que me passa pela cabeça que pode não ser nada, mas que pode ser tudo.

E eu só quero não desabar perto da minha filha, mas mesmo ela só tendo estado comigo meia hora (foi dormir a casa de uma amiga), já me perguntou por 3 vezes se está tudo bem.

E se calhar está tudo bem, mas se calhar está tudo mal e é essa incerteza que mais está a dar cabo de mim.

Adenda: Não sou médica, mas depois de ler o relatório que fui buscar há pouco fiquei mais tranquila "Nódulo de média densidade de 10mm de contornos regulares e bem definidos sem microcalcificações...As suas características são de benignidade sugerem tratar-se de fibroadenoma... Classificação: Achados provavelmente benignos, aconselha-se vigilância especial"

Segunda-feira tenho consulta...

quarta-feira, 1 de março de 2017

Por aqui...

... aproveitamos o fim de semana, gastamos um dia de férias e rumamos a sul.

Foram 4 dias maravilhosos entre Mafra e Sintra numa casinha de turismo rural amorosa!

A dieta, claro, foi devidamente esquecida, tal como pode ser em ocasiões destas. Por essa razão, o balanço do mês de fevereiro deixo para o fim de semana.

Por agora ficam aqui alguns momentos das mini-férias:

Começamos em Mira d'Aire
Fomos por uma velinha a Fátima
O Palácio de Mafra é qualquer coisa de extraordinário
A miúda já me passou as palhetas
A maior biblioteca da Europa
O Castelo dos Mouros lá ao fundo porque eram tantos
turistas em Sintra, mas tantos tantos que desistimos
O Palácio da Pena por fora é lindo, mas por dentro a
grandiosidade do Palácio de Mafra mete este num bolso
A nossa casinha de bonecas com aquele cantinho da
lareira e de leitura simplesmente delicioso 
Sempre acesa! Vim com TUDO a cheirar a fumo!
Carteira e cuecas incluídas
Foi um belo fim de semana e deu para repor as energias até à Páscoa!