quarta-feira, 17 de maio de 2017

Eu, mãe de uma jovem adolescente, me confesso!!

Adolescente e mãe saudáveis :)

Diz que os adolescentes não comem fruta e legumes regularmente e que isso é uma das razões que coloca Portugal no top 5 dos países com maior índice de obesidade infantil.

Eu confesso:
- Não consigo que a minha filha coma legumes, só mesmo na sopa e passada. Se comemos sopa todos os dias? Não. Quando era criança, ela comia, hoje desabituamo-nos e comemos somente ao fim de semana.
- A minha filha só gosta de maçãs, cerejas e clementinas. Ela nunca foi fã de fruta, mesmo em pequenina era um filme para comer fruta.

Aliás, era um filme para ela comer fosse o que fosse. Em bebé a hora da refeição envolvia normalmente brinquedos, canções e papas espalhadas por todo o lado.

Mas, por outro lado:
- À exceção de chocolate, ela não gosta de doces de espécie nenhuma, nem gomas, nem bolos, nem bebidas. Para terem uma ideia, só há cerca de 2 semanas é que ela experimentou chiclets!

- Não gosta de fritos. Não está habituada em casa, logo acaba por achar a comida pesada para ela. Prefere arroz branco ou massa simples a qualquer outro tipo de acompanhamento.

Confesso que ao longo destes anos me concentrei tanto em retirar o mais possível de gordura da nossa alimentação que descurei essa parte dos legumes e da fruta.

E sei que lhe faz falta e que devia insistir. Mas se já era difícil introduzir alimentos novos quando ela era pequena, agora em versão adolescente é completamente impossível. É que ela nem sequer quer experimentar.

Há coisas que eu tenho a certeza que se ela experimentasse ia gostar, mas nem sequer consigo que experimente, porra! E é que contrariada, não vale a pena, é só para lhe criar ódiozinhos de estimação para o futuro.

Lembro-me que quando ela andava no infantário, nos dias em que o lanche era pão com marmelada, a miúda ficava na mesa com a marmelada na boca, sem conseguir engolir, porque odiava aquilo.

Eu própria ainda hoje só consigo comer sopa passada, porque no infantário me obrigavam a comer sopa inteira e as couves davam-me vómitos. É a única memória que tenho do infantário!

Isto tudo para dizer que uma das poucas coisas que eu mudava em relação à educação da minha filha era precisamente esta questão da alimentação, saladas, legumes e frutas. Quando são pequeninos é realmente muito mais fácil incutir o gosto por este tipo de alimentos do que à medida que crescem.

Agora resta-me esperar que ela ao crescer comece, por ela, a ganhar gosto por este tipo de alimentos, porque ela está mais do que consciencializada para o perigo da obesidade, afinal viu a mãe lutar contra ela a sua vida toda.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Quem é ele?


Ele desce na 1ª semana... ele sobe na 2ª... ele torna a subir na 3ª... ele volta a descer na 4ª e na 5ª...

E andamos nisto! Numa relação amor-ódio permanente. Chama-se equilíbrio, acho eu.

O que eu tenho feito para contrariar esta tendência? Absolutamente nada.

No início, a minha cabecinha enche-se de boas intenções que rapidamente são arrumadas num cantinho lá ao fundo e raramente passam disso mesmo: intenções.

Tenho consciência de que quando não me sentia tão bem comigo própria, não arrumava tão rapidamente as intenções, arregaçava mais depressa as mangas e ia à luta.

Agora, tenho tendência a ceder mais à inércia, ao "é só mais este pecadinho!" em vez do "só por hoje vou portar-me bem!"

Mas continuo em paz comigo e isso não preço. Só tenho de equilibrar mais o pecadinho com o portar bem para me manter sempre na mesma linha.

Quem é ele? O peso, pois claro, esse maroto!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Sweet guilty pleasures


Isto das redes sociais é um fenómeno engraçado.

Faz-nos ver que não somos assim tão aves raras como à partida pensamos.

Leva-nos a conviver, ainda que virtualmente, com uma infinidade de pessoas que tanto podem estar na porta ao lado da nossa, como no outro lado do mundo e que têm os mesmos gostos, as mesmas dúvidas, os mesmos prazeres que nós.

Eu acredito que o facto de estarmos protegidos por detrás de um ecrã nos leva a ser mais nós próprios do que quando estamos frente a frente com alguém.

É aqui, neste blog, que alguém pode conhecer o mais íntimo de mim.

Depois há o twitter onde encontrei centenas e centenas de mulheres feitas que partilham comigo o amor pela música que supostamente é dirigida a pitas aos gritos.

Supostamente uma mulher de 40 anos já não se deve interessar excessivamente por música. Muito menos feita por putos novos.

"Isso não é  para a tua idade!" diz-se na vida real. "Oi?! Música tem idade?!" Recuso-me a aceitar isso! E é no twitter, onde encontrei milhares de mulheres que lidam com esse mesmo preconceito, que vivo o meu sweet guilty pleasure de partilhar fotos, entrevistas, momentos, paixonetas por esses putos novos que até escrevem coisas de arrepiar. E as partilhas das chamadas fanmoms são tão mais interessantes...

E isto não tem nada a ver com o facto de ser novinho e giro e com olhos maravilhosos e vozes de anjos, nada disso. OK, também ajuda, mas os moços têm substância, têm ideias e muitas vezes conseguem traduzir para palavras aqueles sentimentos estranhos que nós não conseguimos explicar.

Por isso eu quebro estereótipos. "Não é para a tua idade!", posso ouvir isto vezes sem conta, há-de ser sempre para a minha idade! A arte não tem idade e muito menos a música.

Portanto, neste momento ando obcecada por isto:

Ouvi esta há 10 minutos pela primeira vez e também vai ser uma favorita:

E para terminar em versão mais libidinosa:

Pfff... não tenho idade... vou mas é ali à Fnac comprar o álbum do Harry que saiu hoje, passar o dia no twitter a seguir as entrevistas e reações e partilhar isto tudo com a minha adolescente preferida.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Era mesmo isto que eu estava a precisar de ler!


Mais uma vez a blogosfera dá-me a mão, puxa-me para cima e demonstra-me por A + B que os macaquinhos que tenho na cabeça não moram só em mim, mas são transversais a imensas pessoas que têm as mesmas vivências.

Desta vez a conversa era sobre filhos adolescentes e não resisto mesmo a partilhar AQUI, quanto mais não seja para me relembrar que todas nós, umas mais outras menos, passamos por isto.

O que mais destaco desta maravilhosa conversa é isto "Esta separação é difícil mas só para os pais, há quem não queira deixar crescer mas isso não é possível, isso só vai provocar um abismo maior. O desapego para os miúdos é um processo normal e natural, como qualquer outro animal eles querem crescer e ir à sua vida."

O que há alguns dias me estava a parecer avassalador, está cada vez mais a encaixar-se na minha vida. Eu precisei de quebrar para aprender a adaptar-me a esta nova fase. Eu. Porque ela está mais do que adaptada.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Do dia da mãe


 
Foi o melhor dia da mãe de sempre!
 
Ela conhece-me como ninguém, então fez um postal cheio de significado e de mimo...
 
Dentro do envelope com o nome da minha música preferida de momento, tinha um texto onde ela abria a alma para mim como que em resposta a todas as minhas dúvidas e angústias dos últimos posts. E não, ela não os leu, mas sentiu-me e pediu-me só para lhe dar um pouco de espaço sem fazer filmes na minha cabeça e garantiu-me que o nosso amor é incondicional e eterno!
 
Adoro-te tanto que não tens ideia filha!!  

sábado, 6 de maio de 2017

E depois há dias assim...


Dias em que tudo volta a ser como dantes.

A carinha está mais sorridente, a conversa flui normalmente, o sofá enorme está desocupado porque estamos uma em cima da outra a estudar história...

E eu aproveito! Sempre!