domingo, 22 de outubro de 2017

Das aulas de natação # 2


Há 15 dias enfrentei a minha grande fobia de água e fui à minha primeira aula de natação. Correu melhor do que eu esperava e saí de lá com vontade de aprender mais e mais.

Na semana passada, como estávamos em Madrid não fomos à aula.

Esta semana, foi o descalabro!

Eu tenho muito medo da água e apavora-me o facto de poder ir ao fundo sem contar, muito embora já me consiga deslocar com a cabeça dentro de água e controlar minimamente a respiração.

Na primeira aula, além de exercícios de respiração, andei a deslocar-me na água com o esparguete. Desta vez, a professora queria que eu andasse só agarrada a uma pranchazinha minúscula... nem pensar! Não estava preparada!

A coisa que mais me afligiu foi depois de estar com o corpo na posição de nadar, voltar à posição vertical, sem me agarrar à borda da piscina. Se de costas, consigo fazer isso bem, de frente é um autêntico martírio. Não conseguia voltar à posição vertical, afligi-me, engoli água, estava super-tensa, não saía do sítio... Enfim, senti mesmo que dei dois valentes passos atrás e saí da aula desmotivada e nervosa.

Dormi mal, sonhei com a piscina, acordei a meio da noite com a sensação do corpo tenso, uma ansiedade terrível...

Decidi enfrentar o meu medo. Hoje não havia aula, mas havia banhos livres e lá fomos os três. Expliquei à Bia o que não conseguia fazer e com a ajuda dela lá consegui uma vez meia tosca... e mais outra... e outra e outra e outra...

Eu sei que parece uma coisa banal, mas para mim é uma grande conquista. A água apavora-me e para isso deixar de acontecer eu tenho de ter confiança de que consigo desenrascar-me.

Hoje, sem o stress da aula e com a piscina praticamente só para nós consegui:
- Treinar a minha respiração dentro de água
- Aprender a voltar à posição vertical, o que é fundamental para ter confiança e deixar o medo mais um bocadinho de lado
- Aventurei-me com a pranchinha! É verdade, larguei o esparguete, apoiei-me na prancha, relaxei o corpo e consegui nadar.

Substituí a frase que dizia no início do banho livre Não consigo, ajuda-me! pela palavra Consegui! e foi uma sensação tão boa!

Claro que ainda falta muuuito, mas estes primeiros passos são fundamentais para vencer o medo.

Quanto à Bia, ora como medo ela não tem, passou logo à pranchinha na primeira aula e ontem já estava sozinha a dar braçadas! É uma categoria esta minha filha!!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

E como é que andamos com a "dieta", Sweet?



Não andamos lá muito bem, confesso.

Sinto que ando sempre a dar um passinho à frente e dois atrás... dois à frente e um atrás... dois atrás e um à frente...

Eu planeio as refeições e corre bem... calho de sair da rotina e ir jantar fora, por exemplo, e sou incapaz de fazer escolhas saudáveis! Lá estrago uma semana toda!

Faço um almoço saudável (sopinha, proteína, salada, fruta)... chego ao lanche da tarde esganada de fome e vai tudo à frente!

Ao jantar até consigo fazer uma refeição equilibrada - ainda que com carboidratos em demasia, sei disso - ai que linda menina que eu sou... * passado meia hora* aaahhh, estou tão desconsolada!! * come bolachas ou chocolates ou cereais *...

Ou seja, eu tenho a teoria toda, mas por vezes custa-me aplicá-la.
Se me mantiver na minha organização a coisa até corre bem! O pior é quando me desvio um milímetro que seja.

Por uma questão de hábito e de ser mais prático para mim, almoço normalmente sopa, uma porção pequena de legumes e uma porção pequena de proteína, quando sei que esse tipo de refeição deveria ser feita ao jantar, porque ao fazer isso ao almoço faz com que fique com fome mais cedo durante a tarde e consequentemente coma mais à noite - é o efeito bola de neve!

Sei disso e vou tentar inverter isso na próxima semana. Vai dar-me mais trabalho para preparar almoços, mas se conseguir agitar o metabolismo, estão vai valer a pena.

O plano é então tornar o almoço mais substancial, para conseguir aligeirar o jantar.

Já os antigos diziam: Pequeno almoço de rico, almoço de remediado e jantar de pobre!

Vamos lá ver como corre.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Da minha organização


Considero-me uma pessoa organizada. Gosto de saber o que tenho de fazer e antecipar algumas tarefas de modo a conseguir manter a minha vida relativamente calma, sem ficar assoberbada com as tarefas diárias, nem ficar com a sensação de que a vida é muito trabalho para pouca diversão.

E para isso adotei alguns métodos que resultam muito bem comigo. Escolhi a parte lateral do meu frigorífico como memo board e é lá que tenho:

Um calendário mensal
É simplesmente uma folha A4 para cada mês com os dias da semana e espaço suficiente para escrever. Aí anoto os aniversários, as consultas, as datas dos testes, os jantares, passeios, enfim, tudo o que seja compromisso que não me queira esquecer, nem queira estar preocupada em lembrar-me de cabeça.

Uma ementa semanal magnética
Foi um verdadeiro achado na feira do € 1 do Jumbo. Tem os dias da semana impressos e só tenho de escrever as refeições que penso fazer.
Desde que adotei este método de perder 5 minutos à sexta feira a fazer a ementa para a semana seguinte noto que comemos de maneira bastante mais variada, deixo de ter o stress de pensar diariamente no que fazer para o jantar e ainda posso adiantar algumas coisitas no fim de semana, se necessário.

Uma To do list magnética
Outra maravilha da feira do € 1 do Jumbo. Aí anoto o que posso adiantar ao fim de semana de modo a facilitar as coisas durante a semana, tendo por base a ementa semanal que está ao lado, assim como as coisas que preciso de fazer lá por casa. Normalmente aproveito o sábado de manhã para ir fazendo as tarefas, uma vez que acordo com as galinha e tudo o resto, dorme. Tendo a tarefa concluída, é só apagar.

O meu bullet journal
Já aqui falei dele e tem sido um prazer criá-lo. Como são só folhas em branco, vou adaptando mensalmente às minhas necessidades, além da parte decorativa ser uma autêntica terapia de relaxamento. Continuo a adorar e preencho-o diariamente!

Neste momento são estes os meus ajudantes e estou a dar-me mesmo muito bem com estes métodos. Fico com a cabeça limpa e consigo organizar-me muito bem.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Deste cansativo fim de semana


Como presente de aniversário, a Bia pediu para ir ao concerto dos R5. A tour desta vez não passou por Portugal, então fomos a Madrid para o nosso único concerto deste ano.

Apesar de gostar de andar no laréu, confesso que, nestes últimos dias, não me estava a apetecer nadinha fazer esta viagem.

Não me estava a apetecer ultimar os preparativos, nem fazer o itinerário, não me estava a apetecer passar por aquela fase exaustiva de pré-concerto para uma banda que até gosto e que já tinha visto ao vivo outras duas vezes, mas cuja paixão é da minha filha.

Não estava a sentir, pronto!

No sábado, depois de nos levantarmos literalmente de madrugada (4h00) andámos a manhã inteirinha a passear pelo centro de Madrid de mochila às costas. De tarde, e por mero acaso, descobrimos que a banda ía fazer uma sessão de autógrafos que, obviamente, não podíamos perder. Foi um miminho bom que a Bia não estava à espera e valeu bem a pena, trouxe um cd autografado, pode estar bem pertinho e até eu falei com eles.

Resultado do primeiro dia: depois de muito poucas horas de sono e de uns quilómetros valentes nas pernas, deitámo-nos ainda não eram 9 da noite 😅.

No dia seguinte, já bem descansados, fomos passear ao maravilhoso Parque del retiro e a Atocha. Almoçámos por lá e ala para o recinto do concerto que ainda ficava longe do centro.

Confesso que a parte do espera-levanta-senta-está calor-doi o cu-doi os pés-tenho sede, é um bocado chata e realmente é preciso gostar muito para aguentar, mas acabou por correr bem.

Apesar de estarmos sensivelmente a meio da fila, quando entramos na sala (que não tinha lugares marcados era plateia em pé) furando aqui e ali pelos cantinhos, a Bia acabou por ficar na primeira fila e eu atrás dela, mais uma vez com vista privilegiada 😊.

Eu não sei porquê, não gosto muito de dançar, mas nos concertos, por mais cansada que esteja, não consigo estar quieta. É o máximo! Adoro! Cheguei ao fim a pingar, exausta, com a voz fraca, mas imensamente feliz. Primeiro pela minha filha, que mais uma vez viu uns miúdos que adora e segundo por mim que continuo a gostar e a divertir-me imenso, não interessa a que idade.

Apanhamos o metro as duas sozinhas às 11 da noite e mesmo assim sempre com o sentimento de segurança. O metro de Madrid é extremamente fácil de entender e leva-nos literalmente a qualquer sítio da cidade.

Desta vez resolvi arranjar alojamento perto do aeroporto com tranfer para o metro, mas longe do centro... big mistake. O grande problema é que estando longe do centro, não nos dava apoio para guardar mochilas e ir descansar um bocadito ou assim, limitava-nos um bocado. Da próxima vez o alojamento é novamente no centro da cidade.

E pronto, foi um fim de semana de muito movimento, muito passeio, muitos quilómetros a pé, pouco descanso e comida de pouca qualidade 😄.

Vai ser para repetir em finais de março, também em Madrid, mas dessa vez por minha causa, a Bia é que vai ser a acompanhante 😆

Ah, e se este ano só fomos a um concerto, para o próximo ano já temos bilhetes para três: um novamente em Madrid, outro em Cardiff e outro em Lisboa, de diferentes artistas, claro. E cheira-me que não vamos ficar por aqui...

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Dia nacional da prevenção da obesidade


Faz precisamente hoje 14 anos que dei o primeiro passo na minha reeducação alimentar.

Ironicamente, descobri há pouco tempo que é neste dia que se fala ainda mais da prevenção da obesidade... engraçado, não?!

Ao longo destes anos todos, o que mais agradeço ter conseguido foi passar a amar-me a mim própria, saber que eu mereço o mundo e a sentir orgulho em mim, com todas as virtudes e defeitos.

E esta minha tatuagem é o símbolo disso mesmo, no pulso direito para nunca mais me esquecer de me amar.

O que mais pena me dá foi ter passado tanto tempo no passado a repudiar-me e com a autoestima no nível negativo.

A Sweet do presente tem uma mensagem para a Sweet do passado e esta música diz absolutamente tudo. É muito isto:

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Atletas... ah, pois é!!

No sábado:
- Mãe, agora que somos atletas temos de ter cuidado connosco, com a alimentação e tudo. Eu ajudo-te a ti e tu ajudas-me a mim, combinado?

- Claro que sim, filha. Até estou mesmo a precisar de uma ajudinha que ando a comer porcarias a mais.
...

No domingo:
- Apetecia-me comer KFC...
- Então e a conversa das atletas e tal?!
- Oh, domingo é dia da asneira!...

Atletas em grande forma 😂

sábado, 7 de outubro de 2017

Tu consegues tudo, mãe!


Eu sempre tive medo da água. No duche não gosto de molhar, no mar a água não me passa dos joelhos, na piscina não me atrevo a largar a bordinha. Eu costumo dizer, na brincadeira, que vou morrer na água.

Bia, quando quisers aprender a nadar, eu vou contigo! - já lhe tinha dito isto tantas vezes que nem acreditei quando ela me disse nestas férias que queria ir para a natação...

Engoli em seco e sem pensar muito fui inscrever-nos na piscina municipal. Hoje começaram as aulas e o nervoso miudinho apoderou-se de mim.

E se não conseguir superar o medo da água?
E se só houver miúdos pequenos na aula, que vergonha...
E se a professora não compreender o meu medo e não respeitar o meu ritmo?
E se... E se... E se...

Afinal... nada disso!!

Além de mim e da Bia havia mais uma moça da minha idade, um pouco mais avançada na aprendizagem e 3 miudinhos.

A professora foi o máximo, sempre a dar-me exercícios que achava que eu conseguia superar e eu confesso: nunca imaginei fazer tantos progressos numa só aula.

Aprendi a respirar dentro de água, aprendi a largar-me da bordinha e com a ajuda do esparguete já me consigo movimentar um pouco no meio da piscina.

Fiquei bastante entusiasmada, a Bia sempre de olho em mim e no fim saiu-se com um orgulhoso: Eu não te disse que conseguias mãe?! Tu consegues tudo o que quiseres!

Isto é o que eu sempre lhe disse a vida toda. Ela aplicá-lo em mim é uma dupla vitória!